Alerta! 6 Sinais de que Este Emprego Será um Pesadelo

Maria Clara Whitaker

Coach e CEO da VITAMINA

A busca por um emprego novo muitas vezes é um voo as cegas, onde não apenas há incerteza sobre o futuro, mas também onde as verdades nuas e cruas sobre as empresas contratadas são varridas para debaixo do tapete. Confira estas dicas para ajudar você a detectar possíveis ciladas.

1. “Envie CV com Pretensão Salarial.”

Este é um clássico sinal de alerta. Lendo nas entrelinhas, vemos que, para conseguir este trabalho, terá que competir com centenas (ou milhares) de outros candidatos por preço – leia-se salários mais baixos. A empresa pode até ver as suas qualificações, mas não se dará ao trabalho de escutar o que você tem a dizer a não ser que você se venda baratinho. Altíssima probabilidade de ser um emprego estressante e desmotivador. Pense bem.

2. O atendimento da empresa é uma calamidade.

Vendedores emburrados, serviço mal feito, call center desorganizado: isto significa que a empresa claramente não investe no treinamento dos seus funcionários, ou pior: na sua motivação. Pense que daqui a alguns meses seria você bufando e discutindo com um cliente insatisfeito.

3. Muita gente saindo da empresa.

Isso se dá principalmente por dois motivos. O primeiro é corte. A empresa está se “reestruturando”, diminuindo gastos e pessoal, redistribuindo tarefas entre os sobreviventes. O salário dos novos entrantes será parco, e eles terão que lidar com longas horas, processos bagunçados, e um mar de desesperados. Isto eventualmente levará ao segundo motivo, que é a fuga. Quem está lá dentro percebe que há melhores oportunidades fora. Faça o seu dever de casa e procure se informar com quem está ou um dia esteve na empresa. Sites como a Glass Door contém informações preciosas, postadas anonimamente por funcionários e ex funcionários, sobre a verdadeira cultura das empresas e suas condições de trabalho.

4. Função nebulosa.

O cargo, suas atribuições e os processos precisam ficar bastante claros a você. Caso contrário, você corre o risco de se afogar em tarefas emergentes, objetivos inatingíveis e dispersos, e um trabalho que, de uma forma geral, é muito maior e menos recompensador do que você esperava. Lembre-se que o momento da entrevista serve para você fazer perguntas ao entrevistador também – caso não haja espaço pra isso, é mais um sinal de alerta!

5. Entrevistador impaciente.

Preste muita atenção na pessoa que está te entrevistando. Se ela estiver checando suas mensagens no celular, ou enviando e-mails (com o já batido “Pode falar que eu estou te escutando, preciso só encaminhar uma coisa aqui...”), é possível que você a esteja entediando (sejamos honestos), mas também pode ser sinal de que esta não é uma cultura corporativa em que a escuta ativa seja valorizada. Em lugares assim, a comunicação tende a se assemelhar mais a comando do que ao diálogo, e informações valiosas podem se perder. Fique esperto.

6. Poucas mulheres em cargos elevados.

Não se trata (apenas) de uma questão de feminismo. Um estudo da Families and Work Institute demonstrou que empresas com mulheres em cargos elevados tinham mais benefícios como horários flexíveis e creches. Ou seja: é mais provável que sejam empresas que conseguiram entender que os funcionários têm vida pessoal, e que vale a pena investir nela, pois isso traz mais engajamento e produtividade. Isso também significa que são empresas que menos tendem a demitir funcionárias no dia em que elas voltam da licença maternidade – uma prática velada, mas comum, que dá um recado sombrio para todas as funcionárias remanescentes. Pronto, falei.

 

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