4 Verdades Verdadeiras Para Executivas Que Viram Mães

Você, que gostaria que a maternidade e o trabalho andassem de mãos dadas em direção ao por do sol, em vez de disputarem a sua atenção: antes de comprar aquele macaquinho fofo na vitrine, pare um minuto e considere estas formas com que a sua gravidez influenciará sua vida profissional.

 

 

 

 

 

 

1. A sua carga de trabalho vai, no mínimo, dobrar.

Quando resolvi anunciar a minha gravidez, enviei um email lindinho aos meus clientes traçando um plano em que eu diminuiria gradativamente minha carga de trabalho conforme a evolução da minha barriga, retomando os atendimentos remotos em coaching a partir do segundo mês do bebê, porque né? Eu teria que “dar um tempo para me adaptar à nova família.”

Hahaha.

O que eu fiz no segundo mês? Deleguei o bebê ao marido, e me dei de presente uma ida ao supermercado, de chinelo e tudo, que durou 7 minutos. Nunca comprar ervilhas foi tão maravilhoso. Pela primeira vez em uma (aparente) eternidade, pude dar um tempo da incessante – leia bem: INCESSANTE – ciranda de fraldas, choros, banhos, roupinhas, leites, e de vez em quando você mesma comer algo. Ou não, porque lá vai a ciranda de novo. Note: eu não escrevi em lugar algum que você dormiria. Dormir é para quem tem tempo.

Lá pelo terceiro mês você e a criança começam a acertar os ritmos. Ela deixa de ser um recém nascido e passa a ser um bebê que te olha e talvez sorri, por quem você continuará acordando várias vezes à noite para amamentar, e por quem sem pensar sairá de vez da cama às 5 para deixar leite, remédios, roupinhas e atividades engatilhados para quem quer que for cuidar da criança enquanto você volta ao trabalho no quarto, sexto ou enésimo mês. Você terá que encaixar na sua agenda pediatra, vacina, escolinha, festinhas e passeios. Terá que parar na farmácia pra comprar fraldas. Aprenderá a esquentar comida em 1:11, 2:22 ou 3:33 minutos simplesmente porque apertar o mesmo número três vezes no microondas é mais rápido.

Entenda: isso tudo somado às reuniões, os projetos e os perrengues rotineiros do seu trabalho, pelo mesmo salário. E com privação de sono, com colegas que te olham meio de lado porque de vez em quando você aparece um pouco atrasada e com uma micro mancha de leite na lapela. E você não pode parar, e NÃO VAI parar, porque disso depende a sua sobrevivência e a do seu bebê. Mãe é bicho. Sai da frente.

#DicaDourada:

Mergulhe fundo nas mudanças, em vez de resistir a elas querendo que a vida volte ao normal. O seu normal agora é outro. É provável agora que você reveja seu propósito. Peça ajuda. É importante.

 

2. O seu desempenho vai cair.

Já vi muita gestante de barriga ainda pequena falando pra todo mundo que ela tira essa gravidez de letra, e que fora algum ocasional enjoo, nada vai mudar. Essa resolução vai se desmanchando aos poucos conforme o corpo se prepara para gerar e parir com segurança essa criança. O pé incha e tem que ser colocado pra cima. A agilidade dá lugar a caminhar feito um pato. O sono bate. A memória falha. Você vai se esquecer do que estava falando bem no meio da frase, mesmo estando em frente a um cliente. Felizmente, ele compreenderá, dado o seu estado especial (sem aspas: é especial mesmo).

#DicaDourada

Fabricar um bebê dá muito trabalho ao corpo. Deixe-o descansar, nem que você tenha que encontrar um lugar quieto durante uma meia hora para fechar o olho. Uma hora seria o ideal.

 

3. Seu chefe vai se perguntar se vale a pena manter você na empresa.

É terrível, mas é verdade. Eu já presenciei mais de uma vez, com estes olhinhos que a terra há de comer, chefes que demitem mães nas primeiras horas em que elas voltam da licença maternidade. Isso muitas vezes acontece porque o seu desempenho antes da gestação já não estava lá essas coisas, e durante a licença a empresa se adaptou à sua ausência.

É uma equação simples: por mais que se fale que “O nosso recurso mais precioso é o nosso capital humano” (cof cof), o objetivo de toda a empresa é trazer riqueza para seus acionistas, através de pessoas como você. Ponto. Se as suas atitudes e o resultado que você traz à empresa são percebidos como menores do que o custo que você gera, manter você por perto não vale mais a pena. Isso é verdade para todo mundo, inclusive para mães recentes e seus lindos bebês.

#DicaDourada:

Busque constantemente se tornar indispensável à empresa, antes mesmo de pensar em ter filhos, através de resultados e de potencial para desenvolvimento. Invista também na sua empregabilidade. Estude. Leia. Mande ver no seu networking. Não só antes da gravidez, mas sempre.

 

4. Nenhum dos outros 3 pontos vai importar.

Uma das mais dramáticas mudanças que perceberá será nas suas prioridades. Onde antes o mais importante era, digamos, “O Avanço Profissional,” agora passa a ser “O Avanço Profissional Em Função Do Bem Estar Desta Pequena Criaturinha Que Está Aninhada Em Meus Braços.” Há um antigo ditado que diz, “O bebê traz o pão embaixo do braço.” É a mais pura verdade. O caos inicial fará com que você resgate forças e ferramentas dentro de você das quais havia se esquecido há muito tempo. Ao fazer isso, você se descobrirá muito mais potente e criativa do que imaginava, fazendo desse momento uma oportunidade fantástica para você reinventar a sua vida.

#DicaDourada:

Aproveite!